Café com Games » Crítica http://www.cafecomgames.com O Podcast sobre Games Sun, 26 Dec 2010 22:58:19 +0000 pt-br hourly 1 http://wordpress.org/?v=3.0.3 Copyright © Café com Games 2010 [email protected] (Café com Games) [email protected] (Café com Games) Podcast 1440 http://www.cafecomgames.com/wp-content/themes/ccg/images/cafecomgames.jpg Café com Games » Crítica http://www.cafecomgames.com 144 144 O Podcast sobre Games Café com Games Café com Games [email protected] no yes As duas vertentes da crítica. http://www.cafecomgames.com/as-duas-vertentes-da-critica/ http://www.cafecomgames.com/as-duas-vertentes-da-critica/#comments Tue, 30 Nov 2010 22:50:29 +0000 Estolano http://www.cafecomgames.com/?p=1277

Em meu ultimo texto à meses atrás, falei sobre a necessidade de ser crítico, de ter critério sobre aquilo que consumimos, ouvimos, vemos e jogamos. Hoje vou falar um pouco sobre as duas maneiras de “criticar” algo.

Após assistir uma palestra com o Ricardo Farah e Orlando Ortiz, jornalistas especializados em games, fiquei intrigado com a menção de uma tal “cartilha” que eles utilizam em seu editorial e que todo jornalista, seja ele novato ou veterano tem que ler para poder analisar um game, ou qualquer outro produto de mídia. Minha curiosidade me levou a pesquisar alguns manuais de critérios e cheguei a conclusão de que existem duas principais vertentes para a crítica, em especial, a de games.

Vertente A: Todo trabalho tem seu valor

Essa vertente é a mais parecida com a adotada pelos jornalistas mencionados neste texto; ela parte do princípio, de que não importa o quão ruim seja um game, filme, ou até um evento como um show do rock ou uma feira, pessoas trabalharam duro para aquilo acontecer e todo trabalho merece ser valorizado. Pessoas podem cometer erros, ser mal compreendidas, ou simplesmente não conseguir superar as expectativas naquele momento e como veículo, seja ele blog, revista, jornal ou canal de TV, antes de mais nada o seu papel é comunicar, fazer com que a informação chegue ao público sem denegrir a imagem daquela pessoa ou empresa.

Vertente B: Todo trabalho precisa evoluir.

Quem conhece esta imagem ao lado, já sabe do que estou falando. O Zero Punctuation, para quem não conhece, é um programa que vai ao ar toda quarta feira no portal The Escapist, onde o jornalista Inglês Ben “Yatzee” Croshaw analisa, de forma ácida e sarcástica um game. Seus vídeos são sempre hilários e sempre demonstram o que o jogo tem de pior.

Pode parecer apenas uma forma de humor, mas Yatzee baseia o seu argumento em uma outra vertente de trabalho, a de que a indústria tem que evoluir, e não se render ao comodismo e a repetição. Enquanto o pessoal da vertente “A” pensa no trabalho de 2 anos feito pela equipe de 200 pessoas em um game como um esforço a ser valorizado, o que o Yatzee afirma é que essas mesmas 200 pessoas estão seguindo ordens de grandes empresários que de nada entendem do produto ali produzido (ou seja, não jogam videogames) e que tudo o que querem é ganhar rios de dinheiro as custas do trabalhos deles e sugar todo o dinheiro dos consumidores (no caso; nós) que são tratados como ovelhas facilmente influenciáveis por publicidade.

A média.

Um modo de escrever não é melhor que o outro. E mais importante do que tudo; a decisão final de consumidor é sua! Se você gosta daquele jogo que levou nota “3” na Gamespot, ou daquele sétimo capítulo daquela famigerada série que não muda nunca, ou daquele jogo feito por 5 programadores Ucranianos sobre uma chinchila rosa mutante que resolve puzzles com ajuda das leis da física, tudo bem.

Lembre-se que  crítica é alguém que lhe mostra a porta, mas é sempre você quem deve atravessá-la.

Apenas tenha em mente que você também está fazendo a sua parte para ajudar a indústria a tomar um rumo em sua evolução.

]]>
http://www.cafecomgames.com/as-duas-vertentes-da-critica/feed/ 2
Da necessidade de ser crítico. http://www.cafecomgames.com/da-necessidade-de-ser-critico/ http://www.cafecomgames.com/da-necessidade-de-ser-critico/#comments Thu, 07 Oct 2010 11:30:29 +0000 Estolano http://www.cafecomgames.com/?p=888

Em minha tenra adolescência eu ganhei a péssima fama por criticar demais as coisas, em especial, as que não gostava. É muito comum nos acharmos donos da razão e querer impor nossas opiniões de forma absoluta, ou de certa forma, achar que você tem um gosto mais apurado que o das outras pessoas. Até que cheguei ao ponto de criticar também aquilo que eu gostava. Achei que fosse sadio também refletir sobre os problemas daquilo que gosto, e talvez fazer até um certo humor com isso, já que os conheço tão bem.

Várias vezes em uma conversa de bar, eu e o Vinna das montanhas nos encontramos na situação de falar muitas coisas sobre alguém e ouvir: “eu não gostaria de ser amigo de vocês, falam mal de tudo.”. Ou conversando com uma pessoa comum sobre cinema e surpreendê-la com tantas críticas técnicas sobre os filmes que ela viu apenas por diversão. Não que seja por maldade ou arrogância, mas convenhamos que é difícil criticar algo sem ofender alguém.

Comecei a refletir se cabia a mim criticar tanto à indústria do entretenimento; em especial os games. “convenhamos, por mais que seja algo que eu adore, não é algo essencial às nossas vidas” pensava comigo mesmo enquanto achava que deveria pegar mais leve com as críticas. Até que em uma discussão sobre o Podcast  #15 sobre franquias com dois dos seus participantes, eles me lembraram da necessidade de ser crítico; nenhum de nós é um crítico profissional, e a partir do momento em que você está fazendo uma recomendação de um jogo para um amigo, você está divulgando uma informação e ajudando a formar uma opinião, logo no papel de formador de opinião, você precisa ser crítico.

Simples seria o mundo em que se o jogo fosse bom ele venderia bem, se fosse ruim venderia mal. Há muitas jogos ruins sem a menor inovação que aceitamos goela adentro graças ao marketing e a gráficos de ultima geração, que por mais que nos impressionem, logo serão esquecidos por não trazer nenhuma substancia ou valor simbólico em seu conteúdo. E há muitos jogos excelentes que venderam pouquíssimas cópias por que os donos das grandes distribuidoras não acreditaram na revolução que suas ideias trariam, nem no seu potencial artístico, deixando a inovação cada vez mais ausente nesta indústria, diminuindo o padrão de qualidade do que consumimos e nos tornando cada vez mais apáticos e tolerantes a jogos ruins.

Da mesma forma que tivemos um filme brilhante como “Inception” de Christopher Nolan, com uma proposta diferenciada e inteligente conquistando o gosto das grandes massas, eu gostaria muito que “Enslaved” da equipe Ninja Theory, que traz uma proposta igualmente bela desbanque os já saturados Halos e Call of Duty’s da vida que são mais marketing do que jogo. E que todos nós sejamos um pouco mais críticos com essa indústria do entretenimento. Críticos não no sentido de falar mal, mas de refletir e ser exigente com o entretenimento que consumimos.

P.S. Não quer dizer que eu não goste de Halo ou Call of Duty, mas cá entre nós; você quer passar o resto dos seus dias jogando os mesmos jogos de tiro em primeira pessoa, atirando nos mesmos aliens nazistas de sempre?

]]>
http://www.cafecomgames.com/da-necessidade-de-ser-critico/feed/ 17