Adotar o PC como plataforma de games é uma ótima escolha no brasil. Ter uma máquina capaz de rodar jogos como Dead Space, Dirt ou Starcraft II não custa muito mais do que ter um console da nova geração, além de oferecer uma ferramenta para estudo, trabalho e comunicação em um só aparelho. Mas uma recomendação que faço a todos é de comprar o gamepad do Xbox 360 com cabo USB, garanto que serão os R$ 150,00 mais bem gastos dos últimos quatro anos e vai te livrar de muitas dores de cabeça.
O game que vou analisar é um port de um título lançado para o 360 e Playstation 3 em março de 2010 e que agora desembarca nas plaformas digitais Steam, Gametap e Direct 2 Drive.
Darksiders, produzido pela Vigil Studios sob a vigia de Todd Mcfarlane e baseado na arte de Joe Madureira, o coloca no papel de Guerra(War), um dos quatro cavaleiros do Apocalipse que desce a terra antes da hora devido a uma conspiração entre seres celestiais, agora caçado pelo Céu e odiado pelo Inferno, ele deve restaurar o equilíbrio. A trama em si é fraca e mal contada, e os personagens não tem o menor carisma, especialmente o protagonista que mais parece um personagem costumizado de algum MMO, em meio a tantos “tijolos” sem personalidades temos o Vigia (The Watcher) dublado por Mark Hammil que consegue entregar algum bom humor ao jogo.
Em uma jornada sangrenta no melhor estilo Devil May Cry, God of War, entre outros jogos dos quais pega elementos emprestados, Darksiders traz uma grande variedade de jogabilidades com combates frenéticos onde há três armas corpo-a-corpo a disposição; uma espada descomunal, uma Foice e posteriormente Luvas de choque; além de outras armas para combate a distancia que também ajudam a resolver diversos puzzles que fazem parte de boa parte do game. A cada cenário você é apresentado a uma nova jogabilidade descaradamente emprestada de títulos famosos como Zelda, Metroid, Prince of Persia e até o inventivo Portal da Valve (também não acreditei até jogar a parte dos portais).

O jogo brilha em alguns momentos, como uma fase inteiramente “chupada” do clássico Panzer Dragon com direito Laser Breath e Lock-On, mas falha em deixar o jogador saturado de uma jogabilidade até trazer outra. Os controles são confusos e difíceis de se acostumar e há sempre um botão novo a ser aplicado. Ao lutar contra os variados inimigos, o game lembra muito Devil May Cry com apenas um botão para a arma, e combinações de gatilhos, tempos e direções para apertar, além de trazer as finalizações de God of War ao aperto de um botão, mas com a BENÇÃO MILAGROSA DOS CEÚS de não ofender a sua inteligência com Quick-Time Events.
Os gráficos são bonitos e estilizados, lembrando a uma história em quadrinhos colorida com personagens de mãos e pés grandes, os cenários conseguem ter uma boa variedade te levando a desertos, florestas, labirintos, cavernas, catedrais e ruas em um mapa gigante, por várias vezes você vai se perguntar se está jogando um game de ação ou um RPG. As músicas desempenham bem o seu papel em dar clima, mas falham como a maioria dos games de hoje em ficar marcada na sua cabeça. E como já mencionei, não espere muito da atuação dos dubladores, já que não vale a pena ver as cutscenes e o melhor de Mark Hammil como Vigia está nos seus comentários enquanto te acompanha pelo jogo.

Darksiders é um jogo longo, que requer horas para ser terminado e alguns momento se torna maçante. Suas mecânicas e idéias são bem implementadas e o jogo em si parece muito bem feito, bem acabado e lapidado, mas falha em ter uma identidade própria ou carisma. Se você tem um Computador, mas gosta desse estilo de jogo, que é mais comum em consoles, é uma boa opção para se divertir por algumas horas. Mas sua jogabilidade maçante, história fraca e aparência genérica deixam o replay a desejar e provavelmente será apagado da sua memória em pouco tempo.

Minha recomendação para quem tem consoles, ou utiliza o PC, é aguardar que o jogo entre em alguma promoção ou se você estiver realmente carente por um God Of War, ou Devil May Cry, ou qualquer outro jogo que ele tenha pego emprestado seus elementos, vai saciar sua vontade.
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Postado por Estolano | 29 out 2010 | 9 Comentários
soreen disse:
kramba 7,5 depois da critica acime achei que seria uma nota menor hehehe
mas darksiders e muito bonito apesar de nao ter me agradado(nao que eu nao tenha gostado apenas nao daria prioridade a ele)
altamente recomendado para jogadores de PC
Estolano disse:
Ele tem muitos Altos e Baixos, pra cada fase Panzer Dragoon(foda pra caralho) ou a Boss Batle com o verme em cima do cavala que é Shadow of The Collossus puro(também foda), tem 3 puzzles massantes ou um desafio mal explicado.
Mas consegui chegar ao fim dele, rs.
Léu disse:
Joguei acho que até a metade, e enjoei como sempre. Nada com jogo, mas pra mim esse tipo de jogabilidade é cansativa. Bem estilo Devil May Cry e Onimusha pra que já jogou e gosta do estilo eu recomendo. Mas quem gosta de um FPS ou RPG assim como eu, acho que não fica na lista dos melhores. vlw
WilliaN disse:
Não sei porque o Heriba se incomoda tanto com QTE do God of War. Não acho que seja uma ofensa a inteligência, acho que está mais para um pequeno teste de habilidade, tipo um especial de um Mortal Kombat. God of War foi a razão de eu ter comprado um PS3 (além de poder assistir Três Homens em Conflito em Full HD) e querem saber: valeu cada centavo poder viver a história do Kratos. Mas é isso aí, gosto é gosto.
Heriberto disse:
Tem razão, o QTE não é uma ofensa, é um desafaro!
E não prova habilidade nenhuma, já que o próprio David Jaffe admitiu que o God of War é pensado em atrair a grande audiência, em outras palávras: É um jogo simplório e facil, casual com sangue.
WilliaN disse:
Então um fatality é um desaforo? Já que é praticamente um QTE. Não sei se você reparou, mas uma luta no GoW não é toda feita de QTE, eles só aparecem em pontos chave. Habilidade mesmo você tem que demonstrar quando não tem QTE.
Já experimentou jogar o GoW no “Very Hard” alguma vez pra ver se é fácil?
GoW é um blockbuster, e claro que tem que atrair grande audiência, pois o investimento é, com perdão do trocadilho, colossal. Normal que a dificuldade varie entre o fácil e o profissa.
O jogo tem algumas falhas sim, admito, como por exemplo o sistema de combate poderia ser melhor. Mas isto nem afeta tanto a diversão e a jogabilidade, sem contar a direção de arte e trilha sonora que são obras de arte. Esta trinca compensa qualquer falha. Eu ficaria só olhando para o GoW e mesmo assim eu me impressionaria.
Estolano disse:
Peço perdão então, se em algum momento eu ofendi a integridade oniponente de God of War. Ele é bom demais pra eu sequer citar o nome dele nos meus textos.
Eu não mereço falar qualquer coisa sobre o jogo ou sobre o Honorável Kratos a quem toda a humanidade deve respeito.
Nid disse:
Analise está ótima, o game é magnífico mas a nota realmente está a sua altura. Vejo que vocês tem ótimo senso de crítica.
WilliaN disse:
Tá perdoado!