Segundo a mente de Manoel Carlos, a imensidão do Cosmos se resume ao Rio de Janeiro, portanto, como ser humano de tele encéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor, lá fui eu desbravar essas terras a procura da Brasil Game Show, e dessa prazerosa visita tenho tres coisas a lamentar: não visitei o “Megazord de Jesus”, a cidade não tem som ambiente de bossa nova (nem nos elevadores), e contrário á afirmação do Agente James Bond em “007 contra o foguete da morte”, no Rio não há nenhum carnaval de Veneza o ano todo, se quiser algo similar vá para Ouro Preto (é sério, lá tem).
Diário do Agente Estolano – dia 1 – Commencing Virtuous Mission.
Cheguei ao Centro de Convenções Sulamerica onde encontrei meus contatos da Aiyra Games e a coronel Werneck (vulga “The Boss”). Em substituição ao agente “Das Montanhas” prestei assitencia no estande do estúdio enquanto vagava pelos estandes do evento.

O evento acabou arrancando de mim aquele olhar de caipira vislumbrado. A organização dos estandes e a variedade de jogos e novidades expostas estava de parabéns. Ao entrar, o visitante atravessa um pequeno “museu” da história dos games com consoles cedidos da coleção pessoal de Marcelo Tavares, um dos idealizadores do evento. O primeiro salão era dividido entre dois imensos estandes: o da Sony, com vários Playstation 3 equipados com óculos 3D e/ou PSmoves, além de 5 cabines equipadas para testar o novíssimo Gran Turismo 5, e uma sala escura dedicada somente à God of War; do lado direito a escola de computação gráfica 7 entretia os visitantes com máquinas de árcades, cartunistas, animações, Booth babes “popozudas” do funk (to no Rio, oras), cosplayers e exibições de trabalhos de professores e alunos.
A segunda ala do evento continha um palco caprichado da Blizzard, onde aconteciam quizes, sorteios e um campeonato de Starcraft. Nesta ala também se encontravam as Third Parties; Sega, Konami, Capcom e Ubisoft com alguns games, junto de dois palcos; um para o Wii e seus dois jogos de daça, Michael Jackson e Just Dance 2; e outro para um campeonato de Pro Evolution Soccer. De um lado mais afastado a EA/Warner exibia seus games, dando um grande destaque para o exclusivo demo fodarístico de Mortal Kombat. E por fim, um palco para os shows da banda Mega Driver.
Na terceira e ultima ala, os singelos estandes das desenvolvedoras nacionais, editoras, praça de alimentação e lojinhas de souvenirs. Onde encontrei meu Sneaking point no bem destacado estande da Aiyra.
Fase 1: Meeting the game designers.
Graças a uma boa escolha de montagem, o estande da Aiyra atraiu vários curiosos que não se decepcionaram ao conhecer o trabalho desenvolvido por eles. O game Guardião, que se encontrava em fase de demo com apenas um cenário disponível é simplesmente viciante; de jogabilidade simples, divertida e de fácil acesso, crianças e adultos se divertiram com o jogo que suportava 4 jogadores simultâneos em uma espécie de 2×2 capture the flag. Fiquei muito feliz ao passar por pessoas em outros lugares do evento ainda comentando sobre o jogo.
Já que estava por ali, também encontrei com o pessoal da Behold Studios, apresentando o game Super Roomates, um Beat’em-Up 3d com direito a co-op que roda através do facebook e permite que os jogadores criem seu próprio Super-herói e se juntem para “Chutar as bundas do mal”. Na demo, você começava com um personagem já criado com algumas golpes e magias a disposição e saia pelas ruas enfrentando capangas, para os que se interessassem em testar o game haviam controles de Xbox 360 para interagir com o game, mas os produtores não puderam confirmar se a compatibilidade com o periférico estaria disponível na versão final.
Fim do dia 1.
As filas para ver os grandes games me intimidaram e o cansaço da viagem somada a noite não durmida não me permitiram ficar muito tempo em pé, portanto voltei ao local onde estava hospedado pelas 6 da tarde e só acordei novamente na manhã do dia seguinte.
Diário do Agente Estolano – dia 2 – Facing the Big ones.

Inscrito para as palestras e mais focado em jogar alguma coisa, voltei ao centro de convenções onde um esguio e astuto blogueiro me revelou uma brecha no sistema do evento, onde qualquer um poderia se registrar como imprensa e ter acesso privilegiado à áreas do evento. Eu não estava a serviço do Nonuba Games, mas gerei meu crachá mesmo assim, e se quisesse, creio que poderia ter entrado como Café com Games também, mas não sou o maior adepto do “jeitinho brasileiro” que vocês poderiam conhecer.
A primeira palestra foi com Hector Sanchez, produtor do novo Mortal Kombat (é, o jogo se chama APENAS Mortal Kombat) onde ele falou sobre a nova proposta de Reboot da série. Já havia acontecido uma palestra no dia anterior em que ele falara em Portugues, mas não gostou do resultado, portanto no domingo ele falou em inglês e cedeu aos participantes a oportunidade de algumas perguntas, que em sua maioria foram bem cretinas pronunciadas em um inglês digno do Falcão, mas Hector se mostrou descontraído e bem humorado dando respostas cômicas à perguntas imbecis do tipo: “por que vocês não fazem um mortal kombat 4?”. No final, duas pessoas tiveram a oportunidades de ter suas bundas chutadas pelo produtor em um combate mortal, além da apresentação de dois personagens até então não confirmados: Jax e Sonya Blade, que provavelmente ganharão seus trailers esta semana.
A segunda palestra que escolhi foi ministrada por Ricardo Farah e Orlando Ortiz, ambos jornalistas de games e EX-EGM Brasil, onde falaram sobre a imprensa de games no Brasil, os desafios do começo, as mudanças acontecendo hoje, algumas polêmicas, esclarecimentos e dicas para quem quiser ingressar no mercado como comunicador, crítico ou jornalista de games.
Ao final do dia, fui experimentar o tão badalado Mortal Kombat, e tenho que dizer que o jogo está ótimo e voltou ás suas raízes com alguns requintes muito bem vindos.
Dia 2 – fim.

Pessoal, o texto está gigante e ainda tenho muitas novidades para compartilhar que não puderam ser detalhadas aqui, mas prometo postar o mais rápido possível textos mais detalhados sobre Mortal Kombat e o Playstation Move. Fora, é claro, os trailers comentados e o nosso querido podcast.
Que a força esteja com vocês.
Dúvidas, comentários, xingamentos, críticas e tilts para: [email protected]
E sigam-nos no Twitter: @Cafecgames
Postado por Estolano | 24 nov 2010 | 10 Comentários
Tags:Especial, Eventos, MK
Walmir Guerra disse:
Ahhhh que inveja! Queria ter ido! Ç_Ç
E vc ainda por cima conheceu a Psycho Vivi Werneck.
Coloca mais fotos pra gente ver…
DJ MARCOS disse:
Legal, espero que tenham outros BGS aqui no rio. Infelizmente esse não deu para ir.Mas acabei tendo um fim de semana legal indo ao Circo com minha família. Rsrsrsrsr Abraços!!
Fabricio Mendes disse:
No próximo ano eu irei, e vestido de Manuel Calavera.
Chris disse:
Ahhhhh…queria ter ido tb!!!! :p
Adrian Laubisch disse:
Fala Heriberto! Cara, muito obrigado mesmo pelas palavras sobre o Stand da Aiyra e o Guardião! Agradeço também pela ajuda no stand! Grande abraço!
José Morais disse:
Queria tar la :/, pena que moro no nordeste
asuhsaushau
Vivi Werneck disse:
Miserável! como vc coloca a minha foto desse jeito? ahahahaha…. essa hora eu já estava estava caindo pelos cantos de cansada, aí resolvi aloprar na foto mesmo! rsrs
Vivi Werneck disse:
“coronel Werneck (vulga “The Boss”)”
muahahahaha!!! Tremei!!! rss XD
Estolano disse:
remember the basics fo CQC!
Smailin Stocker disse:
Se eu não morasse no c%$ do brasil, lá onde o judas perdeu as meias, eu ia.
Posição de luta digna de um mortal kombat classico hehehehehe