Café com Games » Truque Mental Jedi http://www.cafecomgames.com O podcast de games Thu, 29 May 2014 20:42:38 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=3.9.1 Truque Mental Jedi – O que queremos ver em Dragon Age III http://www.cafecomgames.com/colunas/9797 http://www.cafecomgames.com/colunas/9797#comments Tue, 23 Oct 2012 14:05:07 +0000 http://www.cafecomgames.com/?p=9797

Como anunciado mês passado, o terceiro game da série Dragon Age, que viria a ser uma trilogia (que nunca é só de 3), será lançado no final de 2013. Não sei se ainda confere, mas ele seria feito com a Engine Frostbite 2.0 da sueca DICE, se não for, corrijam-me nos comentários.

Inspirado por um artigo da Gameinformer e adicionando umas coisinhas a mais, vaí aqui a minha lista de coisas que gostaria de ver em Dragon Age III: Inquisition:

Lembrando que quando falo de Dragon Age e Bioware, eu não excluo o trabalho dela em Baldur’s Gate. Dragon Age: Origins foi a melhor sequência espiritual de Baldur’s Gate II e eu gostaria muito que esse espirito fosse mantido.

Cidades Vivas (e mais de uma)

Em uma era onde jogos como The Witcher 2 e Skyrim apresentam cidades massivas e vivas cheias de personagens com sua própria rotina. É vergonhoso ver a monótona Kirkwall de Dragon Age II com seus muros pardos cisudos. Até as cidades de Ferelden em Origins também não apresentavam lá muito atrativo. Pegar um pouco de referencia de jogos como Assassin’s Creed com seus pexeiros gritando “É TUTO FRESCO! É TUTTO BONNO!” aqui e ali fazem uma diferença na ambientação do game.

Novos arquétipos

O Cavaleiro Sensível, a Megera Recauchutada, o Construto Psicopata que te chama de “Meatbag”, a Garota Ingênua, dentre outros personagens Reciclados que vemos em todos os jogos da Bioware(Como alega este artigo) já são figurinhas carimbadas nos jogos da Bioware.

Coloque um cabelo loiro na Morrigan e umas orelhas de meio-elfo e temos a Jaheira de Baldur’s Gate, raspe o cabelo dela e temos uma Jack; dê ao Kaidan Alenko uma armadura e temos um Allistair; Troque o Metal do HK-47 por pedra e temos uma Shale. Já tá na hora do pessoal se re-inventar(ou contratar novos roteiristas).

Nada de Semi-Celebridades

A menos que seja pra colocar um ator de verdade como Jim Cummings (nosso querido Minsc) pra fazer um trabalho competente. Contratar celebridades apenas pelo apelo que ela tem com o publico, e não pela qualidade do seu trabalho é um tiro no pé. (Não é mesmo, Ninguém?)

Bons vilões

Desde quando ouvi sua voz incriminando os Gray Wardens no primeiro trailer de Origins, eu ja ví que Loghain seria um vilão foda que faria jus ao legado de Sarevok e John Irenicus no portfolio de vilões da Bioware. Portanto, continuem o bom trabalho e não nos decepcionem.

Ambiguidade Moral

 Se a disputa de melhor RPG de 2011 tivesse ficado apenas entre Dragon Age II The Witcher: Assassins of Kings eu poderia fazer um comparativo sobre como ambiguidade moral foi infinitamente melhor trabalhada no game da CD Projekt RED. Mas aí veio Skyrim estragando a brincadeira com uma voadora e levou mais prêmios da AIAS do que a Adelle poderia ganhar de Grammys (gulosos).

Bem e mal são apenas pontos de vista. O que tem que entra em jogo deveria ser as escolhas que você faz e suas consequências.

Tragam as táticas de volta

Quando joguei Origins pela primeira vez, eu só vim aprender a fazer poções lá pelo final do game. O que me fez aprender a lutar cada combate cuidadosamente como se minha vida dependesse disso, economizar poções e itens que eu teria desperdiçado se tivesse lutado sem planejar corretamente minhas táticas. O Combate no primeiro Dragon Age recompensava o pensamento estratégico, ao contrário do segundo que mais parecia um Action RPG com personagens te ajudando.

Se é pra fazer direito desta vez, façam um game com uma dificuldade moderada que me faça pensar como um estrategista de guerra de verdade, e não um maçangador e botões.

Não tente ser outro Skyrim

O rumor de que Dragon Age III seria feito na Frostbite me deixou seriamente preocupado com isso. Mesmo sabendo que engines não tem nada a ver com gênero ou jogabilidade do game que vai ser produzido com ela, e estando muito animado para games que estão vindo por aí como Far Cry 3  que visívelmente toma elementos emprestados de Skyrim e Minecraft, eu ainda espero por um game autêntico com qualidades própiras.

Devolvam meu Mabari

Eu poderia dizer que é por que joguei mais com personagens humanos que já começam com o Mabari, mas o caras da Gameinformer também concordam que ele era uma das coisas mais legais do game.

Bom, esta é minha lista. Se você também é fã da série Dragon Age, ou dos RPGs da Bioware. Compartilhe aqui o que você acha que deveria ser feito em Dragon Age III.

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Truque Mental Jedi: em Vídeo. http://www.cafecomgames.com/colunas/3928 http://www.cafecomgames.com/colunas/3928#comments Tue, 21 Jun 2011 12:05:07 +0000 http://www.cafecomgames.com/?p=3928
Se você acaba de conhecer este blog, provavelmente vai estranhar o propósito deste vídeo em um Blog de Games, já os leitores mais Old School, daquele tempo da várzea, do café com games moleque, vai se lembrar bem dos meus textos da coluna que nunca teve muita periodicidade: o “Truque Mental Jedi”. Onde eu abordava reflexões sobre determinado acontecimento ou assunto.

Realmente, pouquíssimo tem esse vídeo a ver com games, sou apenas eu dando satisfação do que estive fazendo enquanto o Café com Games ressurgia das cinzas. Mas como a nossa proposta é que ele seja um blog de cultura direta e/ou indiretamente ligada, convido a todos a conhecer o Festival de Cinema de Ouro Preto e participar das inúmeras iniciativas culturais que existem em nosso país.

E principalmente:

Viajem, seus nerds! Saiam da frente do Videogame um poco. E pelo amor de deus, não levem seus portáteis. O amor da sua vida, ou o contato que vai te dar o emprego dos seus sonhos pode estar em um lugar desses e você perderá a chance só por que ficou evoluindo seu Charizard.

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Acidez na Força: comentários de um Jedi ranzinza http://www.cafecomgames.com/colunas/2484 http://www.cafecomgames.com/colunas/2484#comments Tue, 12 Apr 2011 21:47:24 +0000 http://www.cafecomgames.com/?p=2484
Ufa, como o dia foi cheio. Bem Gamers, enquanto estou no trabalho, longe do meu computador pessoal onde posso terminar de editar o podcast da semana, estou postando do meu trabalho pouco tempo antes do expediente acabar os trailers fodásticos que saíram hoje na web.

O primeiro trailer, para quem não sabe (e eu tenho certeza de que 99,9% de vocês acéfalos não consegue dar a mínima para um jogo a menos que ele tenha um algarismo de 2 pra cima no título) é de uma nova franquia (raridade nos dias de hoje) da Capcom: Dragon’s Dogma. Quase ninguem reparou, mas há algumas semanas atras a Capcom colocou no ar um hotsite com um contador de horas, um simbolo que lembrava um dragão e as letras “DD”. Várias especulações surgiram em forums e blogs, dentre elas que fosse um novo game da esquecida (e amada) série Breath of Fire, que é a primeira coisa que vem a cabeça quando se pensa em Capcom e Dragões.

Mas infelizmente(ou felizmente, dependendo do seu ponto de vista) o game é uma franquia completamente nova situado em um mundo medieval com criaturas mitológicas “Standard” como dragões, grifos e hydras, nada de Catoblepas, chocobos, horiporings ou whatever. Os gráficos não impressionam muito, e podemos apelidá-lo vulgarmente de “um Demon’s Souls mais feio que não dá medo”, ou  “um Oblivion made in japan”, ou o meu preferido: “Um Mount & Blade com monstros”.

O Segundo Trailer é uma animação conceitual FODÁSTICA (essa sim é foda) de Street Fighter VS Tekken, lembrando vagamente a arte do Street Fighter IV, só que na versão “aquarela torrencial”, a cena nos levra a crer fortemente que o Game se passará em São Paulo, e todos chegarão para lutar em botes, canoas e até submarinos.

O terceiro Trailer é do game mais esperado pelos gamers da Classe Pseudo-Intelectual-Metido-a-Besta-e-Associados (vulgos PIMBA) que levarão a jogabilidade já brilhante (na visão desses malas, é claro) do primeiro Portal á um patamar ainda mais elevado.

Conferimos aqui um suposto video institucional da Aperture Science, empresa que fazia Cortinas de Banheiro, tinha logo de Diafragma de Máquina fotográfica, mas fez uma arma que gera portais (palmas pro Xênio que intenvou isso), onde a protagonista inexpressiva asiática com roupa de presidiária apresenta as suas magníficas botas de absorção de impacto, muito fashion por sinal, quem dera a Isabela Nardoni tivesse umas dessas né?

Quarto Trailer: Mais um jogo sem um algarismo acima de 2 no título, portanto ninguém sabia que ele iria sair. Reckoning: Kindgons of Amalur (ou vice-versa) cujo o nome terrívelmente mal elaborado nada me faz admirar o fato de ninguém dar a mínima para o mesmo.

Trata-se de um game produzido pela nossa amiguinha da ganancia infinita Eletronic Arts, que acaba de descobrir uma nova fórmula para vender milhões de cópias de algum game (por mais horrível que o game ou título dele sejam): puseram dentro da mesma sala: o escritor de romances de fantasia americano R.A. Salvatore, o pai do Spawn (não confundir com os DarksPawn) Todd Macfarlane, e o produtor executivo de The Elder’s Scrolls IV: Oblivion (cujo nome não vou abrir o Google pra procurar) e deram pra esses três alguns milhões de dólares, duzendos artistas e programas e mandaram fazer um game achando que todos vão comprar só por que são eles que estão fazendo.

Gostaram? Sim? Não? Entendam-se com as respectivas empresas que lançaram estes trailers mediocres, clicar “Gostei” nos vídeos só ajudará os respectivos donos de cada canal. E se você se ofendeu com qualquer um de meus comentário (o que eu duvido muito que você tenha lido), foi exatamente essa a minha intenção, tenha um bom dia!

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Truque Mental Jedi – Da necessidade de ser crítico. http://www.cafecomgames.com/colunas/888 http://www.cafecomgames.com/colunas/888#comments Thu, 07 Oct 2010 11:30:29 +0000 http://www.cafecomgames.com/?p=888
Em minha tenra adolescência eu ganhei a péssima fama por criticar demais as coisas, em especial, as que não gostava. É muito comum nos acharmos donos da razão e querer impor nossas opiniões de forma absoluta, ou de certa forma, achar que você tem um gosto mais apurado que o das outras pessoas. Até que cheguei ao ponto de criticar também aquilo que eu gostava. Achei que fosse sadio também refletir sobre os problemas daquilo que gosto, e talvez fazer até um certo humor com isso, já que os conheço tão bem.

Várias vezes em uma conversa de bar, eu e o Vinna das montanhas nos encontramos na situação de falar muitas coisas sobre alguém e ouvir: “eu não gostaria de ser amigo de vocês, falam mal de tudo.”. Ou conversando com uma pessoa comum sobre cinema e surpreendê-la com tantas críticas técnicas sobre os filmes que ela viu apenas por diversão. Não que seja por maldade ou arrogância, mas convenhamos que é difícil criticar algo sem ofender alguém.

Comecei a refletir se cabia a mim criticar tanto à indústria do entretenimento; em especial os games. “convenhamos, por mais que seja algo que eu adore, não é algo essencial às nossas vidas” pensava comigo mesmo enquanto achava que deveria pegar mais leve com as críticas. Até que em uma discussão sobre o Podcast  #15 sobre franquias com dois dos seus participantes, eles me lembraram da necessidade de ser crítico; nenhum de nós é um crítico profissional, e a partir do momento em que você está fazendo uma recomendação de um jogo para um amigo, você está divulgando uma informação e ajudando a formar uma opinião, logo no papel de formador de opinião, você precisa ser crítico.

Simples seria o mundo em que se o jogo fosse bom ele venderia bem, se fosse ruim venderia mal. Há muitas jogos ruins sem a menor inovação que aceitamos goela adentro graças ao marketing e a gráficos de ultima geração, que por mais que nos impressionem, logo serão esquecidos por não trazer nenhuma substancia ou valor simbólico em seu conteúdo. E há muitos jogos excelentes que venderam pouquíssimas cópias por que os donos das grandes distribuidoras não acreditaram na revolução que suas ideias trariam, nem no seu potencial artístico, deixando a inovação cada vez mais ausente nesta indústria, diminuindo o padrão de qualidade do que consumimos e nos tornando cada vez mais apáticos e tolerantes a jogos ruins.

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Beyond Good and Evil, fantástico mas não vendeu bem.

Da mesma forma que tivemos um filme brilhante como “Inception” de Christopher Nolan, com uma proposta diferenciada e inteligente conquistando o gosto das grandes massas, eu gostaria muito que “Enslaved” da equipe Ninja Theory, que traz uma proposta igualmente bela desbanque os já saturados Halos e Call of Duty’s da vida que são mais marketing do que jogo. E que todos nós sejamos um pouco mais críticos com essa indústria do entretenimento. Críticos não no sentido de falar mal, mas de refletir e ser exigente com o entretenimento que consumimos.

P.S. Não quer dizer que eu não goste de Halo ou Call of Duty, mas cá entre nós; você quer passar o resto dos seus dias jogando os mesmos jogos de tiro em primeira pessoa, atirando nos mesmos aliens nazistas de sempre?

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